As Brumas de Avalon – parte II

Agora, um breve resumo sobre o filme retirado de “Trixxx Filmes”

“Morgana (Julianna Margulies) recorda que a maioria do que foi dito sobre o Rei Arthur (Edward Atherton) e aqueles que o cercavam era mentira, pois, como sacerdotisa de Avalon, onde nasceu a religião da Deusa-Mãe, viveu estes acontecimentos que começaram quando acontece o maior levante já visto na Bretanha. Os saxões varriam o país matando igualmente cristãos e seguidores da deusa de Avalon. Se um grande líder não unisse cristãos e pagãos, a Bretanha estaria condenada ao barbarismo e Avalon ao desaparecimento. Gorlois (Clive Russell), o pai de Morgana, lutava incansavelmente contra as hordas de saxões. Nesta época Morgana era apenas uma criança, que vivia na Cornuália com Igrane (Caroline Goodall), sua mãe, que era ainda uma seguidora da antiga religião e praticava secretamente a antiga magia. Morgause (Joan Allen), a irmã de Igrane, também lá morava e apreciava o poder de Avalon. Um dia Viviane (Anjelica Huston), que também tia de Morgana e, principalmente, era a grã-sacerdotisa de Avalon, passou a visar apenas um objetivo: salvar Avalon dos saxões. Ela teve uma visão que o rei morreria em 6 meses, sem deixar herdeiros. Viviane comunica a Igrane que ela irá gerar este líder, mas não com Gorlois, seu marido, e sim com um homem que usa o símbolo do dragão e é um seguidor da deusa. A idéia desagrada Igrane, sendo que Morgause diz que não tem marido a quem trair e também tem o sangue de Avalon, assim quer fazer este homem se apaixonar por ela e gerar esta criança. Viviane se opõe, dizendo que ninguém pode viver o destino de outro, e fala para Morgause que ela tem um rei e filhos no seu futuro, mas não dá explicações. Viviane planeja salvar Avalon através da unção e treinamento de sua sobrinha, Morgana, como sua sucessora, manipulando a linhagem real para gerar Arthur, um rei que abraçará tanto as crenças pagãs quanto o cristianismo. Desta forma Avalon seria salva, pois a ilha é o centro pagão do poder e um mundo místico invisível para aqueles que não crêem. Porém, conforme o cristianismo avança pela Inglaterra e mais pessoas se afastam da Deusa, esse reino misterioso se torna difícil de alcançar até mesmo para os que têm fé, com a ambiciosa Morgause se empenhando em frustrar seus planos. “Viviane tem um temperamento determinado e boas intenções, mas comete um erro que atingirá Morgana pessoalmente e afetará toda a Bretanha.”

O filme “As Brumas de Avalon” conta não só com um grande elenco, mas também com enredo perfeito do que aconteceu na antiga Grã-Bretanha do século V, sobre o lendário Rei Arthur, contado pelo ponto de vista das mulheres, principais integrantes de toda a trajetória de um povo e seu destino.

Como citei, não há localização certa de Avalon, nem mesmo sabemos se ela existiu ou existe, mas há várias teorias do que aconteceu com a ilha; para uns (como no filme) ela se perdeu para sempre, depois da perseguição do cristianismo aos praticantes da antiga religião exterminando quase todos os pagãos impossibilitando assim de se conhecer o caminho para Avalon, mas que ela ainda existe oculta em algum lugar; já outros afirmam sua existência e garantem que há um caminho secreto para a mesma e por fim para os cético não passa de uma história de contos de fadas que só existiu na imaginação da autora do livro (“As Brumas de Avalon”) Marion Zimmer Bradley.

E segundo a mesma, Avalon estaria localizada no sul da Bretanha, atual Inglaterra, mais precisamente na cidade de Glastonbury, Somerset, fazendo divisa com o mosteiro do lugar.

Trecho de Wikipédia

“Quando, em 1191, os monges do mosteiro de Glastonbury encontraram a suposta sepultura do Rei Artur no cimo de um pequeno monte que dantes se encontrava circundado de água, disseram ser este o local da mítica e pagã Avalon. Na sepultura foram encontrados dois corpos, um de um homem de idade média anormalmente grande (supostamente Artur) e de uma mulher (supostamente Guinevere). A inscrição no túmulo dizia: “Aqui jaz enterrado na Ilha de Avalon o conhecido Rei Artur”.

O mosteiro de Glastonbury tinha a tradição de ter sido fundado por José de Arimatéia, que alegadamente tinha trazido o Santo Graal para as Ilhas Britânicas e por isso era um lugar ligado à mística do Graal.

Em quase todas as versões o reino da magia e da religião antiga, Avalon ou Ynys Wyndryn, é localizada na região de Glanstonbury, Somerset.

A não mitológica Avalon era um cidade ou uma ilha (em algumas opiniões) em que os segredos da religião dos antigos deuses era passado de druida para druida, já que os druidas não podiam escrever seu conhecimento. Alguns chamam também esta cidade do conhecimento dos deuses pagãos antigos de Ynys Mon.

Todavia, é importante ressaltar que a Ynys Wydryn real não é a mesma coisa que Avalon que se situava bem ao norte do antigo reino de Powys no século V”.

Diante deste relato podemos concluir que houve uma Avalon não mitológica em que realmente haviam praticantes da antiga religião, mas diferente da Avalon citada nas histórias, quem sabe não foi a partir deste lugar que se começou a lenda? Bom, este mistério nunca será solucionado. Podemos notar também que várias outras histórias se interligam com a de Arthur e de Avalon, como a do Santo Graal, que hoje em dia depois do bombástico livro de Dawn Brown (“O Código Da Vinci”) cogita-se serem os restos mortais de Maria Madelena que supostamente foi esposa de Jesus Cristo, e se pararmos para pensar há muitas lacunas que se preenchem com todos estas novas descobertas.

1

( Ruínas de Glastonbury retirado de news.webshots.com/photo/1068447653039027682RBvRGQ )

2

( Retirado de www.autohojett.com/off-topic/1010-o-quotidian.. )

3

(Abadia de Glastonbury retirado de www.templodeavalon.com/…/?tac=Ilha_Sagrada )

4

( Retirado de www.templodeavalon.com/…/?tac=Ilha_Sagrada )

6

( Túmulo de Arthur retirado de www.templodeavalon.com/…/?tac=Ilha_Sagrada )

Existindo ou não, Avalon consegue adentrar nosso imaginário nos levando a um lugar totalmente sagrado e místico, como uma lenda imortal ela será contada para sempre de geração para geração.

Lecabel

Comentários (3)

Mimoon8 de setembro de 2009 as 17:10

E nada melhor que conhecer a história do Rei Arthur pela visão das mulheres! :D
Filme espetacular! Os livros… nunca li! =/
Beijão!

Juliana8 de setembro de 2009 as 19:02

A história é muito boa, eu acredito que Avalon tenha realmente existido e que se localizava no lugar que hoje é Glastonbury.
Pra quem nunca leu os livros, eu recomendo que leia, pois explicam a história muito melhor do que no filme. :D
Abraços

Filó e Sofia9 de setembro de 2009 as 21:17

Adoro os texto que Lecabel posta em Filó e Sofia, pois deixa sempre um ponto de interrogação a mais em nós. Mesmo quando se trata de um assunto que nunca ouvimos falar, acabamos nos interessado e pesquisando sobre, para poder desvendar seus mistérios.

Parabéns e fico no aguardo de mais textos como esse.

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